A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO EM “SALVAR O FOGO”, DE ITAMAR VIEIRA JUNIOR:

UMA ANÁLISE LITERÁRIA E JURÍDICA

Autores

  • Rebeca Mendes Garcia Universidade Federal do Tocantins

Resumo

Resumo: Este artigo busca investigar as relações trabalhistas na obra "Salvar o fogo", de Itamar Vieira Junior. A fim de analisar a exploração da força de trabalho dos personagens e as implicações jurídicas suscitadas a partir da interpretação do texto literário, adota-se o percurso analítico-interpretativo dos estudos em direito e literatura (Karam, 2017), com ênfase na corrente direito na literatura. No romance, a protagonista Luzia, o “irmão” Moisés e seu pai Mundinho vivem na Tapera, uma pequena comunidade rural banhada pelo rio Paraguaçu, formada por descendentes de indígenas e de escravizados que vivem o dilema da exploração da mão de obra agrária condicionada às regras impostas pela Igreja Católica, cujos representantes são os religiosos habitantes do mosteiro próximo à comunidade. Paralelamente, observa-se a dificuldade dos migrantes para encontrar trabalho ao saírem da Tapera, os quais precisam se submeter a condições degradantes para sobreviver. Nesse sentido, foi possível perceber as desigualdades sociais evidenciadas pela narrativa e a lógica escravocrata que, ainda, permeia o Brasil “de dentro”, consequência da tardia abolição e da falta de políticas públicas destinadas às pessoas vítimas do sistema escravocrata.

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Publicado

2025-09-29

Edição

Seção

GT 3 O Direito através da literatura