CIDADES (IN)VISÍVEIS: ESCRITA E VISUALIDADE NAS PAISAGENS DO IMPÉRIO

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Resumo

A partir do texto de As cidades invisíveis (1990), de Italo Calvino, e de outras produções relacionadas do autor italiano, este ensaio trata sobre a relação entre visível e invisível nas cidades narradas por Marco Polo, sobre a escrita, a reescrita e sobre a leitura dessas cidades, e sobre como a expansão da ordem imperial de Kublai Khan se liga às dinâmicas de sua (in)visibilização. Simultaneamente, esses debates são relacionados às dinâmicas de cidades reais, mas não menos imaginadas do que aquelas criadas por Calvino e descritas por Marco Polo. O papel do direito, desde aquilo que o aproxima da literatura, até aquilo que a obra literária permite dizer a respeito dele, passando por sua relação com as cidades, as paisagens, os territórios e o império, também atravessa todo o ensaio. A arquitetura do texto é organizada em três momentos, que tratam (i) da relação entre escrita e espaço na obra de Calvino e nas cidades que nomeiam sua obra; (ii) das dinâmicas de (in)visibilidade nas paisagens dessas cidades; (iii) da ordem invisível que governa as cidades sob o império de Kublai Khan e sua relação com o que é visto ou não em suas paisagens.

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Publicado

2025-09-28

Edição

Seção

GT 1