COTAS RACIAIS E DEFENSORIA PÚBLICA

“FAÇA A COISA CERTA”

Autores

Resumo

Este artigo analisa a atuação da Defensoria Pública diante da promoção da igualdade racial, por meio de uma abordagem interdisciplinar que articula o Direito, a Hermenêutica Negra e o Cinema. Parte-se do reconhecimento da persistência do racismo estrutural nas instituições brasileiras, com destaque para a sub-representação de pessoas negras nos quadros da Defensoria Pública, apesar do avanço normativo das ações afirmativas, como as cotas raciais. A pesquisa utiliza o método dedutivo e uma análise fílmica orientada por referenciais da estética (Rancière), da crítica do discurso (Foucault e Hall) e da hermenêutica jurídica (Moreira e Cover), tomando o filme “Faça a Coisa Certa” (1989), de Spike Lee, como objeto simbólico e narrativo. A partir disso, propõe-se uma leitura do filme como contranarrativa jurídica, capaz de iluminar as tensões entre o direito formal e as vivências raciais. Conclui-se que a Defensoria Pública, enquanto instituição constitucional, não pode se furtar ao compromisso com a efetivação das cotas raciais, assumindo seu papel na luta por justiça racial e enfrentando a própria reprodução de desigualdades em sua estrutura.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

João Mateus Silva Fagundes Oliveira, Universidade FUMEC

Mestrando em Direito pela Universidade FUMEC. Belo Horizonte, MG, Brasil. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/9857854488220633.

Downloads

Publicado

2025-09-29

Edição

Seção

GT 4 Direito e Humanidades