TAJÁ E NOMOS JURÍDICO:
A CONVERSÃO SEMIÓTICA DO MITO NA REGIÃO AMAZÔNICA
Resumo
O presente artigo pretende analisar a construção mitológica do Tamba-Tajá, buscando entender a construção do onírico amazônico e da cultura local como forma de resistência. A lenda do Tamba-Tajá, inserida no imaginário popular, é vista como uma manifestação que transcende a narrativa colonizadora e ressurge como uma cosmogonia atemporal. Com base no referencial teórico, principalmente Walter Benjamin e Robert Cover, o artigo sugere que as narrativas populares, muitas vezes marginalizadas, têm um potencial de resistência e renovação e contribui com a ideia de que imagens e palavras se interconectam, formando um processo de resistência simbólica. A mitologia amazônica, imersa na paisagem e nas experiências sensoriais, revela um imaginário único que conecta o presente à espiritualidade local. Além disso, utilizando o conceito de conversão semiótica de Paes Loureiro destaca-se como as narrativas culturais podem ser transformadas, funcionando como agentes de mudança. Ao explorar o folclore amazônico, o artigo propõe que a cultura popular ressurge como uma força estético-política, capaz de questionar e reconfigurar a realidade.