DESJUDICIALIZÇÃO E MÉTODOS AUTOCOMPOSITIVOS EM PERSPECTIVA LITERÁRIA

UMA ANÁLISE CRÍTICA DE A PANE, DE FRIEDRICH DÜRRENMATT

Autores

  • Guilherme Henrique da Silva Simões Universidade de Uberaba
  • Camilla de Oliveira Vieira Universidade de Uberaba

Resumo

Este artigo analisa criticamente as limitações do sistema judicial formal e os potenciais oferecidos pela desjudicialização, embasando-se na obra literária A Pane, de Friedrich Dürrenmatt. A partir da relação entre direito e literatura, examina-se como métodos autocompositivos, como a conciliação e a mediação, surgem como alternativas menos burocráticas e mais ágeis para a resolução de conflitos. O estudo utiliza uma metodologia de análise literária para interpretar a trama da obra e contrastá-la com o cenário do judiciário brasileiro. Discute-se a forma como a narrativa apresenta uma corte informal e desburocratizada, refletindo uma crítica à morosidade do sistema formal. A obra sugere, por meio de sua narrativa, um sistema de resolução de conflitos que privilegia o diálogo e a agilidade em lugar da coerção típica da linguagem jurídica, valores fundamentais nos métodos autocompositivos. Conclui-se que a história, ao explorar esses modelos alternativos, oferece uma reflexão profunda sobre a necessidade de simplificar os procedimentos judiciais, reforçando a relevância da desjudicialização e de métodos baseados na autocomposição para promover um acesso mais eficaz e humanizado à justiça.

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Publicado

2025-09-29

Edição

Seção

GT 1