A CONDIÇÃO FEMININA E O INCONSCIENTE COLETIVO
NOTAS SOBRE O IMAGINÁRIO JURÍDICO PATRIARCAL
Resumo
A profundidade da sistemática androcêntrica dificulta a possibilidade de a mulher ressignificar sua condição de subordinação.
O objetivo deste artigo é investigar o condicionamento feminino estabelecido pelo imaginário patriarcal ocidental, com alcance no inconsciente coletivo, e seus impactos no Direito.
O artigo é divido em duas partes. Na primeira, medita-se sobre a subordinação da condição feminina no inconsciente coletivo a partir da obra Totem e Tabu, de Sigmund Freud, da aproximação do ser feminino com o inconsciente nas análises iconográficas de Nise da Silveira e nas representações das mulheres na arte de Pablo Picasso. Na segunda parte, examina-se a materialização do imaginário patriarcal no Direito, com a problemática situação feminina dentro e fora dos portões da Justiça. Por fim, confirma-se a hipótese de que o ser feminino conquista espaços sem escapar do contexto patriarcal, concluindo-se que a opressão misógina é estrutural.
Para tanto, foram utilizados dados quantitativos e qualitativos como imagens iconográficas, jurisprudência, legislação, doutrina clássica e análise de dados.
PALAVRAS-CHAVE: Condição feminina; Inconsciente coletivo; Imaginário patriarcal; Direito.