A CANÇÃO BRASILEIRA COMO MEIO DE PROPAGAÇÃO E PRÁTICA DO RACISMO

CONSIDERAÇÕES ADVINDAS DA RELAÇÃO ENTRE DIREITO E MÚSICA NO BRASIL

Autores

  • Frank Lúcio Dantas Noronha Universidade Federal do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Direito e Música, colonialismo, racismo e preconceito racial

Resumo

O trabalho aborda o racismo na sociedade brasileira a partir do diálogo com letras de composições musicais. A reflexão, com base na categoria Direito/Música, evidencia como o racismo se propaga de forma naturalizada, colocando o negro em posição de subalternidade em relação ao padrão branco. O artigo analisa a música brasileira como meio de reprodução de práticas racistas, examinando composições como “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso; “O teu cabelo não nega”, de Lamartine Babo; e “Fricote”, de Luiz Caldas, entre outras. Busca-se compreender como a abordagem transdisciplinar Direito/Música contribui para a reflexão sobre violações de direitos da população negra. O estudo, de natureza qualitativa e caráter descritivo-explicativo, baseia-se em pesquisa documental e bibliográfica, com percurso analítico-interpretativo adaptado dos estudos em Direito/Literatura. Sob a ótica do pensamento decolonial, examinam-se formas de racismo, especialmente o estrutural e o recreativo. Conclui-se que a análise das letras revela ofensas e discriminações, contribuindo para a compreensão e o combate às violações de direitos fundamentais

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Publicado

2026-10-25

Edição

Seção

GT 4 Direito e Humanidades