SEGREGAÇÃO URBANA EM O CORTIÇO: A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO DIREITO À CIDADE NO BRASIL

Autores

  • Maria Isabella Lessa Andrade uneb

Palavras-chave:

Violência Objetiva, Cidadania Mutilada, Marginalização Socioespacial, Literatura Brasileira

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar o fenômeno da segregação socioespacial brasileira a partir de uma abordagem interdisciplinar entre Direito e Literatura, utilizando a obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, como ponto de partida. Em diálogo, exploram-se trechos do diário de Carolina Maria de Jesus para elucidar questões que expõem os pilares corrompidos no processo de formação urbana: o desenvolvimento de espaços onde a desigualdade e a miséria são ocultadas para manter a sensação de progresso das cidades, constituindo um mecanismo que opera nos moldes da violência objetiva; e a cidadania mutilada de seus habitantes. O romance ilustra a marginalização dos personagens e sustenta debates sobre a deterioração da dignidade da pessoa humana. A análise qualitativa e bibliográfica, de caráter dedutivo e exploratório, aprofunda-se ainda na luta pela implementação da política urbana no Brasil e nas influências do Movimento Nacional pela Reforma Urbana (MNRU) nesse processo. Conclui-se, portanto, que a literatura, ao explorar tais temas com maior criticidade, oferece uma reflexão mais aprofundada que, além de moldar nossa consciência moral, reforça sua relevância jurídica na busca pela igualdade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-10-25

Edição

Seção

GT 3 O Direito através da literatura