A VOZ COMO TERRITÓRIO DO (IN)TRADUZÍVEL EM TORTO ARADO

Autores

Palavras-chave:

voz, território, tradução, Torto Arado

Resumo

A voz, em Torto Arado, é destacada já na escolha dos elementos narratológicos, como na narração homodiegética das irmãs Bibiana e Belonísia e da encantada Santa Rita Pescadeira, que são, ao mesmo tempo, narradoras e protagonistas, no papel de enunciar a história da comunidade de Água Negra e suas próprias histórias. Nota-se, todavia, que na perspectiva dos elementos intrínsecos à narrativa, a voz se mostra como um espaço onde se busca traduzir as realidades vividas. A tarefa da tradução não consiste na busca de uma equivalência perfeita, mas no saber lidar com o “intraduzível”, aquilo que resiste à tradução. Por meio da metodologia de pesquisa bibliográfica, que adotou as perspectivas filosóficas de Foucault, ao trabalhar o corpo enquanto território, e de Derrida com o problema do “intraduzível”, se buscou traçar um percurso analítico-interpretativo da obra, com o objetivo de demonstrar que a voz, no contexto da comunidade de Água Negra, se constitui como um território em disputa, onde se deseja traduzir realidades, o que não acontece pelo simples transplante de sentidos, mas pelo reconhecimento da intraduzibilidade. 

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Biografia do Autor

Raquel Santana Santos Vargas Duplat, Universidade Estadual de Santa Cruz

Mestranda em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ilhéus, Bahia, Brasil. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8679504364582597. Endereço eletrônico: duplatraquel15@gmail.com. Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). Vinculada ao Grupo de Pesquisa em Direito, Cinema e Filosofia (Cinestesia/CNPq), no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Direito em associação (Uesc, Uefs, Uneb, Uesb).

Caroline Bráulio de Carvalho Sá, Universidade Estadual de Santa Cruz

Mestranda em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ilhéus, Bahia, Brasil. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6724238735935693. Endereço eletrônico: carolbrauliosa@gmail.com. Vinculada ao Grupo de Pesquisa em Direito, Cinema e Filosofia (Cinestesia/CNPq), no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Direito em associação (Uesc, Uefs, Uneb, Uesb).

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Publicado

2026-10-25

Edição

Seção

GT1 Direito, literatura e tradução