A burocracia humana em Douglas Adams
Palabras clave:
burocracia, Douglas Adams, literatura, “O guia do mochileiro das galáxias”.Resumen
Embora já tenham se passado mais de 500 anos do abandono da visão geocêntrica, o homem possui uma tendência quase instintiva de se posicionar como o centro do universo, não se tratando o antropocentrismo apenas a superioridade do homem em relação às outras espécies, mas deste constituir o único tópico relevante em todo o cosmos. Esta vaidade exacerbada reflete-se nos procedimentos burocráticos que ordenam a vida em sociedade, demasiadamente complexos e impeditivos tornam-se o fim e não mais o meio para se atingir a tutela jurídica almejada. Este procedimento acaba, muitas vezes, se tornando mais complexo que a realização de seu objeto, como se todo o universo girasse em torno do procedimento. A série de livros O guia do mochileiro das galáxias traz uma mudança na perspectiva humana pelo olhar externo em que a Terra (e a humanidade) é, conforme o título de seu último livro, “praticamente inofensiva” em um universo vasto que não se importa com estes “probleminhas” humanos, mas com objetivos mais relevantes. Ao modificar o referencial do observador que avalia as interações jurídicas evidencia-se a ineficácia dos sistemas jurídicos e a inversão de valores ocorrida ao se primar pelo procedimento e não pelo fim pretendido. O método utilizado para tanto é o dedutivo e a técnica de pesquisa é a bibliográfica.
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Citas
ADAMS, D. O guia do mochileiro das galáxias. [S.l.]: Arqueiro, 2010.
COLFF, M. A. V. D. Douglas Adams: Analysing the Absurd. University of Pretoria, 2007. Disponivel em: <http://upetd.up.ac.za/thesis/available/etd-08212008-183816/unrestricted/dissertation.pdf>. Acesso em: 5 nov. 2014.