Direito e literatura: o absurdo no direito em “O estrangeiro”, de Albert Camus
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.11.139-156Palavras-chave:
Direito, absurdo, "O estrangeiro", Albert CamusResumo
A partir de uma compreensão da filosofia do absurdo desenvolvida por Camus, é possível pensar a obra O estrangeiro por meio de uma ótica jurídica, não apenas relativamente a seus elementos penais tratados no decorrer do processo de julgamento de Mersault, mas inclusive sobre as implicações que a noção de estrangeiro e inimigo trazem a estudos sobre identidade e alteridade, bem como a profunda relação entre homem e direito, liberdade e moral, apresentados no presente artigo como pilares que sustentam a narrativa. Conclui-se portanto pela a riqueza de um estudo interdisciplinar, que lance mão da Literatura para pensar o Direito, pois compreender esses paradoxos exaltados na arte literária fornece um caminho profícuo para uma reflexão crítica sobre a própria natureza do direito, demonstrando a importante intersecção entre ambas as esferas.
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