Direito e literatura: o absurdo no direito em “O estrangeiro”, de Albert Camus

Autores

  • Lorena Martoni de Freitas Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.11.139-156

Palavras-chave:

Direito, absurdo, "O estrangeiro", Albert Camus

Resumo

A partir de uma compreensão da filosofia do absurdo desenvolvida por Camus, é possível pensar a obra O estrangeiro por meio de uma ótica jurídica, não apenas relativamente a seus elementos penais tratados no decorrer do processo de julgamento de Mersault, mas inclusive sobre as implicações que a noção de estrangeiro e inimigo trazem a estudos sobre identidade e alteridade, bem como a profunda relação entre homem e direito, liberdade e moral, apresentados no presente artigo como pilares que sustentam a narrativa. Conclui-se portanto pela a riqueza de um estudo interdisciplinar, que lance mão da Literatura para pensar o Direito, pois compreender esses paradoxos exaltados na arte literária fornece um caminho profícuo para uma reflexão crítica sobre a própria natureza do direito, demonstrando a importante intersecção entre ambas as esferas.

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Biografia do Autor

Lorena Martoni de Freitas, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduada em Direito pela UFMG desde 2014.

Atualmente mestranda de Filosofia do Direito na Faculdade de Direito da UFMG, na linha de pesquisa "Direito, Razão e História", área "Poder e pensamento radical", sob a orientação do professor pós-doutor Andityas Soares de Moura Costa Matos.

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Publicado

2015-05-20

Como Citar

FREITAS, Lorena Martoni de. Direito e literatura: o absurdo no direito em “O estrangeiro”, de Albert Camus. ANAMORPHOSIS - Revista Internacional de Direito e Literatura, Porto Alegre, v. 1, n. 1, p. 139–156, 2015. DOI: 10.21119/anamps.11.139-156. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/14. Acesso em: 11 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos