El movimiento antropofágico y los derechos de los pueblos indígenas: el arte como instrumento para redimensionar derechos
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.8.1.e974Palabras clave:
derecho y arte, derechos humanos, movimiento antropofágico, pueblos indígenasResumen
En el año que el movimiento antropofágico, inaugurado en la semana del arte moderno, cumple 100 años, resulta intrigante observar el escenario actual en relación con las violaciones a los derechos de los pueblos indígenas. Los pueblos indígenas en Brasil han sufrido y siguen sufriendo numerosas violaciones de sus culturas, organizaciones, territorios y cuerpos. Las marcas históricas dejadas durante los años de formación nacional fueron escarificadas en la sociedad brasileña desde una perspectiva dominante de sesgo cultural, económico y jurídico contrarios a los pueblos indígenas. En ese sentido, el objetivo de la presente investigación es analizar, a partir de una articulación entre derecho y arte, la viabilidad del movimiento antropofágico como perspectiva de consolidación de los derechos indígenas en Brasil. A partir de ahí, se plantea la siguiente hipótesis: a través de las
posibilidades e implicaciones entre el derecho y el arte, el movimiento antropofágico se revela como un instrumento para redimensionar la lucha por los derechos de los pueblos indígenas en Brasil. La estructura metodológica se instrumentaliza a través del análisis de las potencialidades de las artes como forma de cuestionamiento y materialización de derechos.
Descargas
Citas
ALVES, Rubem. A educação dos sentidos: conversas sobre a aprendizagem e a vida. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.
AN-NA’IM, Abdullahi. PESHKOVA, Svetlana. Social movements revisited: mediation of contradictory roles. In: AMADIUME, Ifi. AN-NA’IM, Abdullahi (org.). The politics of memory. Truth, healing & social justice. Londres: Zed Books, 2000. p. 68-89.
ANDRADE, Oswald de. Manifesto Antropófago. Revista de Antropofagia, a. 1, n. 1, maio 1928.
BITTAR, Eduardo Carlos Bianca. Semiótica, direito & arte: entre teoria da justiça e teoria do direito. São Paulo: Almedina, 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Promulgada em 5 de outubro de 1988.
CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Pero Vaz de Caminha, de 2 de maio de 1500.
CAPRA, Fritjof; MATTEI, Ugo. A revolução ecojurídica: o direito sistêmico em sintonia com a natureza e a comunidade. Trad. de Jeferson Luiz Camargo. São Paulo: Curtix, 2018.
CASTRO, Eduardo Viveiros de. A inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac & Naify, 2013.
COELHO, Carla Jeane Helfemsteller. A ética biocêntrica como encarnação da alteridade: da vivência das transformações existenciais à mudança paradigmática. 2011. 450f. Tese (doutorado) – Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Educação, Salvador, 2011.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. São Paulo: Claro Enigma, 2012.
DEWEY, John. Arte como experiência. São Paulo: Martins Martins Fontes, 2010.
DINIZ, Douglas; ESPINOZA, Fran; GÓMEZ ISA, Felipe. Direito à terra dos povos indígenas no Brasil: entre insuficiências e potencialidades. São Leopoldo: Casa Leiria, 2021.
FONSECA, Maria Cecília Londres. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2004.
GALEANO, Eduardo. Las venas abiertas de América Latina. 76. ed. México, DF: Siglo veintiuno, 2004.
GALLEGOS, Franklin Ramírez. STOESSEL, Soledad. Campos de conflictividad política y movimientos sociales en el Ecuador de la Revolución Ciudadana. Plural, Revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da USP, São Paulo, v. 22, n. 1, p. 4-29, 2015.
GONÇALVES, Douglas Oliveira Diniz. Insuficiências do direito à terra dos povos indígenas no Brasil. 2020. 143f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, Universidade Tiradentes. Aracaju, 2020.
HERMANN, Nadja. Ética e estética: a relação quase esquecida. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005.
HERRERA FLORES, Joaquín. Cultura y derechos humanos: la construcción de los espacios culturales. In: MARTÍNEZ, Alejandro Rosillo. et al. Teoria crítica dos direitos humanos no século XXI. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. p. 227-268.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Brasil indígena. Brasília: Ministério da Justiça, 2011.
ISA, Instituto Socioambiental. Povos indígenas no Brasil 2011/2016. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2017.
KRENAK, Ailton. Entrevista no Vale do rio doce. In: COHN, Sergio; KADIWÉU, Idjahure (org.). Tembetá – conversas com pensadores indígenas, v.1 . Rio de janeiro: Azougue, 2019. p.11-51.
LUCIANO, Gersem dos Santos. O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: Museu Nacional, 2006.
MATURANA, Humberto. Emoções e linguagem na educação e na política. Trad. de José Fernando Campos Fortes. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
MIRANDA, Roberta Drehmer. François Ost e a hermenêutica jurídica – um estudo de “Contar a lei”. Direito & Justiça, v. 37, n. 1, p. 30-35, jan./jun. 2011.
MOUFFE, Chantal. et al. Democracia y conflicto en contextos pluralistas: entrevista con Chantal Mouffe. Hist. cienc. Saude. Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 749-762, jun. 2014.
NOVAES, Sylvia Caiuby. Jogo de espelhos. São Paulo: Edusp, 1993.
NUNES, Benedito. Antropofagia ao alcance de todos. In: ANDRADE, Oswald de. Do pau-brasil à antropofagia e às utopias. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1970. p.1-35.
NUSSBAUM, Martha. Il giudizio del poeta. Milano: Feltrinelli, 1996.
OST, François. A natureza à margem da lei: a ecologia à prova do direito. Lisboa: Instituto Piaget, 2004.
OST, François. Contar a lei: as fontes do imaginário jurídico. São Leopoldo: UNISINOS, 2007.
POESNER, Richard. Law and literature. Cambridge: Harvard University Press, 2009.
QUINTÁS, Alfonso López. Como formarse en Etica a traves de la Literatura: analisis estético de obras literarias. Alcalá: Rialp, 1994.
RIBEIRO, Darcy. Os índios e a civilização: a integração das populações indígenas no Brasil moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Por uma concepção multicultural de direitos humanos. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 48, p. 11-32, jun. 1997.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Por que é tão difícil construir uma teoria crítica? Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, n. 54, 1999.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para um novo senso comum: a ciência, o direito e a política na transição paradigmática. São Paulo: Cortez, 2002.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Refundación del Estado en América Latina: Perspectivas desde una epistemología del Sur. Lima: Instituto Internacional de Derecho y Sociedad; Programa Democracia y Transformación Global, 2010.
SCHWARCZ, Lilia. Um outro olhar pra Semana de 22. YouTube, 19 de abril de 2022.
SOUSA JÚNIOR, José Geraldo de. Palestra “O que são Direitos Humanos?”, transmitida em 01 de jun. de 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EIv_qjq4fpQ. Acesso em: 14 fev. 2022.
TRINDADE, André Karam. Direito, literatura e emancipação: um ensaio sobre o poder das narrativas. Revista Jurídica, Curitiba, v. 3, n. 44, 2016. Doi: http://dx.doi.org/10.26668/revistajur.2316-753X.v3i44.1739.
TRINDADE, André; BERNST, Luísa Giuliani. O estudo do direito e literatura no brasil: surgimento, evolução e expansão. Anamorphosis – Revista Internacional de Direito e Literatura, v. 3, n. 1, p. 225-257, jan.-jun. 2017. Doi: http://dx.doi.org/10.21119/anamps.31.225-257.
WARD, Ian. Law and literature: possibilities and perspectives. Cambridge: Cambridge press, 1995.
WERÁ, Kaká. Tembetá. Revista de Cultura. Rio de Janeiro: Beco do azougue, 2019.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 ANAMORPHOSIS – Revista Internacional de Derecho y Literatura

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Le concedo a ANAMORPHOSIS - Revista Internacional de Direito e Literatura, el derecho de la primera publicación de la version revisada de mi artículo, con Licencia de Creative Commons Attribution (que permite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoría y publicación inicial en esta revista - https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/).
Afirmo todavia que mi artículo no está siendo sometido a otra publicación y no fue publicado en su totalidad en otro periódico y me hago responsable por su originalidad, pudiendo caer sobre mi posibles acusaciones originadas de reivindicación, por parte de otros, en relación a su autoría.
Tambien acepto someter el trabajo a las normas de publicación de ANAMORPHOSIS explicitadas arriba.