Literatura, historia y silenciamiento en "A resistência" de Julián Fuks

Autores/as

  • Francisco Fianco UPF-RS

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.10.1.e1092

Palabras clave:

dictadura argentina, resistencia, silenciamiento, Julián Fuks, literatura latinoamericana

Resumen

El presente texto tiene como tema la intersección entre el hecho histórico y el drama familiar presente en la novela A resistência, de Julián Fuks. El relato, que siempre bordea la autocomprensión psicoanalítica y las cicatrices dejadas en la sociedad por los regímenes de excepción latinoamericanos, tematiza la relación de la familia con un hijo adoptivo, huérfano por la dictadura, y es narrada por el hermano menor, que intenta desentrañar el origen de su hermano al mismo tiempo que los conflictos familiares están haciendo insostenible lo que no se dice dentro de la familia. Junto a ello, nuestra investigación intentará comprender la historia oficial como un ejemplar de borradura, entendiendo el relato literario como el espacio de emergencia de otra historia, aunque esta no tenga relación con el hecho histórico tal como se entiende tradicionalmente, y más bien un compromiso con la verdad subjetiva de los sujetos implicados. Para ello, utilizaremos como principales subsidios teóricos los textos sobre el concepto de historia de Walter Benjamin, el texto sobre el espacio literario de Maurice Blanchot y las reflexiones sobre historia y ficción de Jacques Rancière.

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Publicado

2025-01-29

Cómo citar

FIANCO, F. Literatura, historia y silenciamiento en "A resistência" de Julián Fuks. ANAMORPHOSIS – Revista Internacional de Derecho y Literatura, Porto Alegre, v. 10, n. 1, p. e1092, 2025. DOI: 10.21119/anamps.10.1.e1092. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/1092. Acesso em: 3 abr. 2025.

Número

Sección

Artículos