Pathur Nataraja: la personificación jurídica de una deidad

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.9.2.e1098

Palabras clave:

arte, derecho, historia, personalidad jurídica

Resumen

Pathur Nataraja es una estatuilla de bronce india medieval que fue sacada de contrabando de su país de origen. Incautada en el extranjero, la obra de arte fue disputada en la justicia británica en una sentencia que identificó la personalidad jurídica de la deidad hindú Shiva en el lingam conservado en el templo saqueado. Su reconocimiento, combinado con la idea de la personificación jurídica de innumerables otras entidades no humanas, como la naturaleza, un parque nacional, un río con sus elementos metafísicos, árboles, animales no humanos, inteligencia artificial y robots, esta creando fisuras en la comprensión tradicional de lo que significa ser sujeto de derechos. Esta comprensión fluida de la personificación legal, presente en varias coyunturas jurídicas actuales y ya intuida por una doctrina secular, es indicativa de opciones epistémicas capaces de ser igualmente absorbidas en nuestro universo jurídico.

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Biografía del autor/a

José Carlos de Siqueira Vidal, Universidade de São Paulo

Mestrando em História Econômica na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Graduado em Hist´´oria pela Universidade de Brasília (UnB). Graduado em Direito.

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Publicado

2024-06-15

Cómo citar

VIDAL, J. C. de S. Pathur Nataraja: la personificación jurídica de una deidad. ANAMORPHOSIS – Revista Internacional de Derecho y Literatura, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p. e1098, 2024. DOI: 10.21119/anamps.9.2.e1098. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/1098. Acesso em: 3 abr. 2025.

Número

Sección

Artículos