Constitución radical y/en un samba-enredo de inspiración Macabéa: una procesión por el grito que resuena en la herida abierta de Brasil.
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.11.1.e1334Palabras clave:
Constitución radical, Macabéa, desfile, "samba-enredo"Resumen
Esta obra se estructura como un desfile de carnaval a través de la teoría de la Constitución Radical (Chueiri, 2024), mediante una (re)lectura de A hora da estrela (Lispector, 2020) y escuchando a artistas que cantan sobre Brasil, convirtiendo a Macabéa, previamente abandonada por el Derecho, en la musa del carnaval. La trama empieza con su cuerpo tendido en el suelo. El tiempo se suspende para que podamos adentrarnos en su historia. Ella emerge del asfalto como una "flor fea". Después, se transforma en Ponciá Vicêncio (Evaristo, 2003), aprendiendo a "gritar". Aunque inicialmente su grito resulta ineficaz, la sangre que fluye de ella la transforma en la Flor Roja de Mulungu (Evaristo, 2023). Y aquí está la sección final. Se demuestra, entonces, que la táctica debe ser radical, al igual que el samba-enredo que propone desvelar los caminos de la Constitución Radical. Es necesario detener el tiempo para sentir, analizar las raíces de los males y, finalmente, señalar maneras no solo de garantizar el derecho a gritar, sino de garantizar que el pueblo sepa gritar y que su voz sea escuchada. En resumen, Macabéa renace como un ser de derechos y encarna el poder constituyente necesario para que nuevas flores (y nuevos mundos) también broten del asfalto de la avenida.
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