A woman of thirty or so: the ages of the Constitution

Authors

  • Marcelo Galuppo Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Brasil Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.71.65-83

Keywords:

Honoré de Balzac, Time and Law, Constitution, Resignification, Narrative.

Abstract

This paper analyzes a so-called inconsistency in the novel A Woman of Thirty, by Honoré de Balzac: the age of Julie, the supposed leading character, does not fit the chronological framework of the narrative. Even though this inconsistency has been pointed as a possible a flaw in the creative process of the novel, it is hard to believe that, after many editions, Balzac himself would not have noticed the problem. Thus, this paper proposes a new interpretation of this apparent inconsistency, based on a different concept of time, supported by contemporary Physics, which accepts a certain simultaneously of past, present, and future. This concept also allows us to see the Constitution as a significative coexistence of the past we had and the future we wish to have in the present of the legal practice.

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Author Biography

Marcelo Galuppo, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Brasil Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)

Professor de Filosofia do Direito nos cursos de graduação e pós-graduação em Direito da UFMG e da PUC Minas. Doutor em Filosofia do Direito. Presidente da Associação Brasileira de Filosofia do Direito e Sociologia do Direito. Vice-presidente da Internationale Vereinigung für Rechts- und Sozialphilosophie

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Published

2021-09-06

How to Cite

GALUPPO, M. A woman of thirty or so: the ages of the Constitution. ANAMORPHOSIS - International Journal of Law and Literature, Porto Alegre, v. 7, n. 1, p. 65–83, 2021. DOI: 10.21119/anamps.71.65-83. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/736. Acesso em: 3 apr. 2025.