"El cuento de la criada" entre realidad y distopia
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.9.1.e988Palabras clave:
el destino de la mujer, derecho al aborto, derecho en la literatura, derechos reproductivos individuales, violaciónResumen
El objetivo de este trabajo es debatir la cultura de instrumentalización del cuerpo femenino en relación a la reproducción y, así, discutir la falta de apoyo legislativo en los casos en que hay embarazo resultante de violencia psicológica y violencia sexual, conducta tipificada en la Maria da Ley Peña. El objetivo, entonces, es analizar casos de exclusión de ilegalidad en situaciones de aborto e investigar cómo la violencia psicológica encajaría en este contexto. Por lo tanto, surge la pregunta de si las mujeres nacen con un “contrato de embarazo” con la sociedad y los posibles daños psicológicos resultantes de dicho contrato, buscando, a partir de los estudios de Elódia Xavier, romper con la teoría de que las mujeres son capullos de una especie biológica. compromiso, y que los hombres, “héroes”, tengan el intelecto para guiar a estas mujeres en cuerpo y mente. Estos pasos se organizarán a partir de la lectura de El cuento de la criada, escrito por Margaret Atwood, proponiendo verificar qué tan lejos estamos de la distopía presente en la narrativa. Este estudio se justifica considerando el escenario actual de la lucha por los derechos de las mujeres, especialmente en lo que respecta a sus derechos reproductivos individuales. Por ello, se habla de la necesidad de construir narrativas sociales en las que las mujeres sean sujetos de su propia historia, y no juguetes biológicos del patriarcado.
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