Literatura de não-ficção e discurso judicial: as narrativas processuais toleram finais abertos?

Autores

  • Alícia Ruiz Universidad de Buenos Aires (UBA)

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.32.333-347

Palavras-chave:

ficção e verdade, final aberto, juiz narrador, literatura de não-ficção, o processo como jogo.

Resumo

A leitura de Operação massacre de R. Walsh – obra-prima da literatura de não-ficção na Argentina – promove a pergunta acerca da possibilidade de as narrativas processuais admitirem um final ou finais abertos. O conceito de “final aberto”, categoria oriunda da análise literária, é empregado para refletir sobre o discurso judicial e suas regras de formação; para marcar algumas semelhanças entre o juiz, o jornalista e o escritor, concebidos como narradores; para problematizar a contingência da verdade que é contada e, por fim, para investigar o cruzamento entre política, história e direito.

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Biografia do Autor

Alícia Ruiz, Universidad de Buenos Aires (UBA)

Profesora Titular Regular de Teoría General y Filosofía del Derecho de la Facultad de Derecho de la Universidad de Buenos Aires. Jueza del Tribunal Superior de Justicia de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Coordinadora de la Oficina de Género del Tribunal Superior de Justicia de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires.

Referências

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Publicado

2017-12-30

Como Citar

RUIZ, Alícia. Literatura de não-ficção e discurso judicial: as narrativas processuais toleram finais abertos?. ANAMORPHOSIS - Revista Internacional de Direito e Literatura, Porto Alegre, v. 3, n. 2, p. 333–347, 2017. DOI: 10.21119/anamps.32.333-347. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/408. Acesso em: 6 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos