Literatura de não-ficção e discurso judicial: as narrativas processuais toleram finais abertos?
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.32.333-347Palavras-chave:
ficção e verdade, final aberto, juiz narrador, literatura de não-ficção, o processo como jogo.Resumo
A leitura de Operação massacre de R. Walsh – obra-prima da literatura de não-ficção na Argentina – promove a pergunta acerca da possibilidade de as narrativas processuais admitirem um final ou finais abertos. O conceito de “final aberto”, categoria oriunda da análise literária, é empregado para refletir sobre o discurso judicial e suas regras de formação; para marcar algumas semelhanças entre o juiz, o jornalista e o escritor, concebidos como narradores; para problematizar a contingência da verdade que é contada e, por fim, para investigar o cruzamento entre política, história e direito.Downloads
Referências
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