La representación del racismo en la distopía: reinterpretaciones de los movimientos socio-históricos y políticos en el cine
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.10.2.e1172Palabras clave:
Derechos Humanos; Cine; Racismo; Distopía; Violencia.Resumen
Este artículo analiza algunos aspectos de la estructura jurídica, política y social racista que caracterizan nuestra sociedad a partir de la película Medida provisória (2022), del actor y director Lázaro Ramos. Esta producción cinematográfica del género distopía aborda uno de los temas centrales de la sociedad brasileña: el racismo estructural (Almeida, 2018). En este sentido, se discute, a partir de esta representación artística, las dinámicas actuales entre raza, sociedad, política y cultura (Mbembe, 2019; Fanon, 2008). El racismo es parte de nuestra vida diaria, desde gestos sutiles hasta violencia manifiesta. En la película, el racismo se asimila como una herramienta para construir narrativas distópicas que ya no se refieren a un supuesto futuro de destrucción y violencia, sino al presente en el que se manifiesta. Es en este sentido que hablo de un género artístico-literario distópico sobre el presente y no solo sobre el futuro.
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