El derecho a la privacidad entre la doctrina jurídica y la ficción literaria: ¿qué “1984” nos puede decir sobre la tecnología y la política?
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.9.1.e999Palabras clave:
derenho a la privacidad, estado de derecho, "1984", innovaciones técnicas, control de la tecnologíaResumen
Este trabajo tiene el derecho a la privacidad como objeto inmediato. El tema es examinado desde una perspectiva interdisciplinaria entre el Derecho y la Literatura, conjugando elementos jurídicos y ficticios. Se establecen reflexiones sobre las tendencias y desafíos existentes. En primer lugar, se investiga la formación del tema en los Estados Unidos. En un momento posterior, se explica el tratamiento en el Texto Constitucional brasileño del 5 de octubre de 1988. Una vez concluida la primera etapa, se abordan aspectos relacionados presentes en la distopía 1984 de George Orwell. Se rescatan ideas y narrativas de la obra. Posteriormente, se formulan algunas preguntas. Finalmente, a la luz de los elementos mencionados, se reflexiona sobre algunas tendencias en el campo del derecho a la privacidad. Se establecen paralelos con cuestiones concretas: el Social Credit System chino y la Ley n. 13.709, del 14 de agosto de 2018, de Brasil.
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