El "nomos" embrujado: hacia una jurisprudencia de los fantasmas del deseo
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.11.1.e1312Palabras clave:
nomos, jurisprudencia, institución, hauntología, imagen deseadaResumen
El artículo propone una reflexión teórico-metodológica sobre la relación entre Derecho y Arte a partir del concepto de nomos como el orden que estructura tanto el mundo creador de la obra de arte como los mundos por ella creados. El punto de partida es la idea de que el deseo circula entre estos dos ámbitos, generando expectativas normativas que organizan a ambos. Para comprender este flujo, se introduce un vocabulario conceptual compuesto por tres nociones centrales: nomos, jurisprudencia e institución. El nomos es la ordenación concretada en estos mundos; la jurisprudencia, case law, permite interpretar cómo deseos y espectros de “pasados superados, presentes oprimidos y futuros negados” acechan el presente, encarnándose en fantasmas, imágenes deseadas compuestas por la imaginación y la memoria mediadas por la materia; y la institución permite comprender la operación del deseo a través del tiempo en lo que tiene de constante, incluso en medio de cambios. El objetivo final es ofrecer un método para estudiar cómo el deseo constituye órdenes institucionales, permitiendo comprender el “entre” el mundo creado artísticamente y el mundo creador. Así, se propone una jurisprudencia de los fantasmas del deseo como clave interpretativa para la relación entre Derecho y Arte.
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