“Tengo la letra, pero no tengo el número”: la lucha por los derechos humanos en Brasil de “Torcido arado”
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.8.2.e887Palabras clave:
decolonialidad, derechos humanos, quilombolas, Torto aradoResumen
Este artículo analiza las dificultades experimentadas por comunidades históricamente oprimidas para ser reconocidas en términos de derechos y dignidad, especialmente marcadas por la opresión colonial que persiste en Brasil. A partir del análisis crítico de jus literario de la novela Torto arado, de Itamar Vieira Junior, que narra la opresión vivida y la lucha por condiciones de vida dignas de una comunidad quilombola en Chapada Diamantina - Bahia, se argumenta que, para enfrentar la formas de opresión, es fundamental que los grupos oprimidos construyan una intersubjetividad que los articule como comunidad y que los dote de letras, números y praxis emancipatorias. Como soporte para articular el imaginario literario a las condiciones concretas de las brasis en Brasil, utilizamos las provocaciones del pensamiento decolonial como sustrato para una propuesta crítica de los Derechos Humanos. Finalmente, la obra vincula, tanto desde la literatura como desde el derecho, realidad y ficción, deseo y facticidad, los antagonismos de un derecho que oprime, de una libertad esclavizada, pero también de una lucha, de vida o muerte, por condiciones de dignidad y por los derechos que liberan.
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