De caballo de batalla a lector de textos antiguos: Dr. Bucéfalo y la ley que viene de la literatura
DOI:
https://doi.org/10.21119/anamps.9.2.e1022Palabras clave:
constitucionalismo social, Kafka, "El nuevo abogado", Ronald DworkinResumen
El artículo, circunscrito a los estudios de Derecho como Literatura, tiene como objetivo presentar algunos apuntes sobre la Crítica Hermenéutica del Derecho a partir del cuento ‘El nuevo abogado’, del escritor y jurista Franz Kafka. Otrora el caballo de batalla de Alejandro, el nuevo abogado que protagoniza esta narrativa ahora tiene, en la sociedad moderna, la misión de hurgar en nuestros textos jurídicos canónicos. Este artículo apuesta a que la figura de Bucéfalo es una alegoría profética de Kafka; y su transformación de instrumento de la política en lector-guardián de los textos representa un intento, aunque inconsciente, del escritor por señalar las bases teóricas de un orden jurídico capaz de resistir los impulsos autoritarios de la era de las masas. Bucéfalo todavía no parece darse cuenta de que la resistencia a los “tiranos ridículos” no puede darse en la adhesión desesperada al convencionalismo/positivismo, sino en la superación, como analiza Ronald Dworkin en su propuesta de una teoría jurídica que apuesta por el ideal de la Integridad.
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