O poder judiciário e o mito grego do deus Cronos: a judicialização dos meios consensuais de solucionar conflitos e o monopólio de acesso à justiça

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21119/anamps.51.173-190

Palabras clave:

acesso à justiça, judicialização, meios consensuais de solução de conflitos, mitologia grega, poder judiciário.

Resumen

Na mitologia grega, o deus Cronos engolia seus filhos após o nascimento, no intuito de não ser destronado e, assim, perpetuar-se no poder. O Estado, representado pelo Poder Judiciário, ao almejar vias que possibilitem o acesso à justiça qualificado, vem balizando formas extrajudiciais – que em âmbito comunitário propiciavam uma abordagem diferenciada do conflito – e convertendo-as aos ditames da jurisdição tradicional. O presente estudo objetiva analisar a perspectiva do Poder Judiciário em implementar alternativas à decisão adjudicada, pela edição de normas que o mantém como ente centralizador, através de meios autocompositivos delineados sob seu crivo. A pesquisa vale-se de técnica bibliográfica, contendo exame da doutrina e legislação condizente ao tema, bem como utilizando o método de abordagem hipotético-dedutivo e método de procedimento monográfico. Nessa compreensão, questiona-se: a partir do mito do deus grego Cronos, é possível identificar um excesso – por parte do Poder Judiciário – de subtração das formas consensuais de solucionar conflitos, a fim de manter-se no monopólio da jurisdição? É inconteste a incessante intervenção do Poder Judiciário em abarcar todas as questões relacionadas ao deslinde da autocomposição de conflitos, eivando-as com as mazelas próprias de um sistema em decadência e afastando o cidadão do acesso à justiça.  

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Biografía del autor/a

Camila Silveira Stangherlin, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Doutoranda em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Mestre em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). Especialista em Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER). Bacharel em Direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). Graduanda em Formação Pedagógica de Professores para Educação Profissional pelo Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Professora de Direito no Instituto Federal Farroupilha (IFFar).

Fabiana Marion Spengler, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Bolsista de produtividade em Pesquisa do CNPq (Pq2). Pós-doutorado em Direito pela Università degli Studi di Roma Tre (Itália). Doutora em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestre em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Professora do PPGDireito da UNISC. Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Políticas Públicas no Tratamento dos Conflitos” (DGP/CNPq). Coordenadora e mediadora do projeto de extensão “A crise da jurisdição e a cultura da paz: a mediação como meio democrático, autônomo e consensuado de tratar conflitos”. Santa Cruz do Sul (RS), Brasil.

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Publicado

2019-06-11

Cómo citar

STANGHERLIN, Camila Silveira; SPENGLER, Fabiana Marion. O poder judiciário e o mito grego do deus Cronos: a judicialização dos meios consensuais de solucionar conflitos e o monopólio de acesso à justiça. ANAMORPHOSIS – Revista Internacional de Derecho y Literatura, Porto Alegre, v. 5, n. 1, p. 173–190, 2019. DOI: 10.21119/anamps.51.173-190. Disponível em: https://periodicos.rdl.org.br/anamps/article/view/464. Acesso em: 11 sep. 2026.

Número

Sección

Artículos